No
final do ano de 1.998 descobrimos que nossa filha Ariadne estava
com câncer linfático (doença de Hodgkin), no pescoço, tiróide
e no mediástino. Ela que desde a volta da Grécia, onde moramos
por 4 anos, fazia parte do grupo folclórico Grego, pois adora
dançar. Seus sonhos e alegrias sumiram de seu
olhar. A primeira proibição
foi a de justamente dançar, pois devido a quimioterapia suas defesas
ficariam baixas podendo assim passar mal. Depois a tristeza de ver
seus cabelos caírem.
A Ariadne de uma feliz e alegre
menina de 15 anos, tornou-se amarga e infeliz. No mesmo ano, pouco
antes de descobrimos a sua doença, o pai ficou desempregado, começando
a trabalhar por conta própria. Comprando de uma distribuidora de
produtos veterinários, remédios e acessórios para revenda em Pet
Shop. Todo o dinheiro que o pai consegue com as vendas é consumido
com o tratamento da Ariadne. Desta forma, fomos acumulando dívidas
com os fornecedores, que cortaram os pedidos que nós mandávamos.
Nossa dívida hoje é enorme, incluindo o pagamento dos nossos aluguéis.
Graças à Deus, agora a Ariadne está no controle mensal, porém os
picos de pressão alta que tinha durante a quimioterapia continuam.
No começo, os médicos acharam que a pressão estava altíssima devido
aos medicamento, mas agora após 3 meses sem quimioterapia ela continua
a ter pressão alta. Os médicos chegaram a conclusão, que o problema
da Ariadne é cardíaco e encaminharam-na para um cardiologista.
Devemos muito ao GRAACC - Grupo
de Apoio ao Adolescente e a Criança com Câncer - que muito tem nos
ajudado com o tratamento e remédios.
Gostaria de deixar um alerta.
Crianças que suam muito à noite, dores nos ossos, cansaço, falta
de ar ou algum caroço pelo corpo, devem ser levadas imediatamente
a um especialista. Assim como eu, deve ter muitas mães que pensam
que nunca um filho seu poderá ter câncer.
Aconteceu com minha filha,
que em agosto de 1.998 suava muito ao dormir e sentia um cansaço
enorme. Depois um "caroço" no pescoço, que achávamos ser uma íngua
e que foi aumentando progressivamente e finalmente a febre. Só,
então, procuramos um médico.